sábado, 20 de setembro de 2008
O Vento
Da mente mais que demente de
Joana Lima
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12:58 da tarde
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domingo, 6 de julho de 2008
Da mente mais que demente de
Joana Lima
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1:23 da tarde
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
O Tigre e a Neve
O destino perde o seu rumo quando se fazem pactos de morte. O mundo continua a sua roda e ninguém dá por isso. Mas eu. Mas nós. As noites mais lentas, as horas mais pegajosas, a vigília. O cheiro. O teu cheiro. Sempre o teu cheiro que me queima. O sono toca e foge, e a lembrança permanece. Aqueles momentos. Todos eles. E a culpa. Tanta culpa. Uma vida de negligência e quem diria que nunca mais adormeceríamos da mesma maneira. Mas há um dia, há sempre um dia, por mais que penses que não, em que o coração cede e a indiferença cai. E da queda nasce a neve. De repente, no tempo de uma respiração, um tigre ali deitado. Uma eternidade de esperança, um segundo de existência. Tu nunca sabes. Ninguém sabe. Um segundo vale sempre a pena.
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Joana Lima
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5:26 da tarde
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
I Find It Hard To Say - Lauryn Hill
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3:16 da tarde
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Mais do que sobreviver à queda de um avião, sobrevivi à queda do meu coração por um avião ter voado.
E sou feliz.
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Joana Lima
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3:35 da tarde
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Porque o medo.
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Joana Lima
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2:18 da tarde
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
A noite rasga-me as costuras, ilusões fáceis de engolir perto de um aquecedor que finje abraçar o inabraçável... Silenciador dos meus espaços vazios. Fosse o frio o meu mal maior e não haveria mundo que não me ouvisse, medo que eu não partisse, noite que eu não queima-se. Viúva de pensamentos, a noite ainda é noite e será assim por muito tempo. Tenho linha, tenho botões. Construo uma casa num casaco de lã, outra casa não existe.
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Joana Lima
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3:52 da tarde
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Instável. Calma. Que medo.
Instável.
Quebradiça.
Melindrada com a calma.
Esta calma que me pedes tão urgente.
Mas estou instável.
Dolorosa na minha luta.
E a calma que me pedes...
Queria eu que [ME] pedisses.
Pedes o que antes te fiquei a dever.
Tenho medo dessas dívidas.
E da calma.
Que medo que não a vejas e te fartes de pedir.
Que não voltes a pedir(-me).
Que medo.
Da mente mais que demente de
Joana Lima
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8:15 da manhã
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
As ostras ficaram mudas.
Uma caligrafia desajustada e suja,
Arrancada a ferros moles,
Pesada e dura no seu silêncio.
É assim que isto acontece.
Já nenhuma pérola nasce por si.
As ostras ficaram mudas.
As vertigens e quedas de antes,
Mais doentias, mais genuínas,
Morreram todas na sobriedade.
Já nada surge limpo ou chorado.
Nada surge, simplesmente.
Gasto dinheiro em soluções.
De vez em quando compro
Uns óculos de Cristal
E enfrento o Mundo no início do desequilíbrio.
Roubo o sorriso dos seres naturais,
E nas Horas em que os óculos ainda servem,
Sinto que sou o melhor disso tudo.
Mas o cristal desfaz-se cedo e
A realidade não se envergonha de aparecer...
Áspera.
Efémera ou não...
Prefiro a insanidade à exaustão.
Sobrou pó? Também serve.
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Joana Lima
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6:01 da manhã
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Pe[n]samentos
Ácidos.
Corta[-me].
Ácidos.
Segura[-me].
Ácidos.
Engole[-me].
Ácidos.
Os pensamentos.
Não ligues porque são ácidos.
Posso chorar assim baixinho?
Da mente mais que demente de
Joana Lima
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1:12 da tarde
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